Incrível

Possivelmente já tenham lido em algum canto a notícia, mas fiquei tão boquiaberto com ela que vou abrir um pequeno parênteses na Copa.

Terminou na manhã desta quinta-feira a maior partida da história do tênis. Disputada em Wimbledon (o torneio mais tradicional e importante do circuito), a partida não foi a maior por reunir os dois melhores jogadores da História e sim por ser a mais longa de todos os tempos. O estadunidense John Isner (nº. 19 do ranking) e o francês Nicolas Mahut (nº. 148 do ranking) ficaram nada menos do que 11 horas e 5 minutos em quadra até que Isner conseguisse fechar o duelo em 3 sets a 2, fazendo, acreditem se quiser, 70 a 68 no set decisivo. Não, não digitei errado não, foram 70 games a 68 games no quinto set. Quem joga tênis, mesmo por brincadeira, como eu, não sabe mas consegue imaginar o que é isso.

Antes, o jogo mais longo havia durado “apenas” cerca de 6 horas e meia, o que dá uma medida da façanha conseguida pelos atletas, que tiveram de ficar três dias em quadra para completar o confronto. Nem a luz natural conseguiu ir até o fim em uma só viagem.

Outros números extraordinários da batalha: 980 pontos disputados; 215 aces (pontos diretos de saque), sendo 112 de Isner e 103 de Mahut – o croata Ivo Karlovic detinha o recorde de aces em uma partida: “míseros” 78; o número de games apenas do quinto set (138) foi maior do que o agora antigo recorde para uma partida completa (112).

E o mais legal é que a partida foi tão longa, mas tão longa, que enquanto era disputada deu tempo de preparar todas as homenagens que foram feitas aos jogadores após o duelo. Placas entregues pelos ex-tenistas ingleses Tim Henman e Ann Jones.

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