Duas faces da mesma moeda

Responda rápido: se tiver de escolher, você prefere ser tachado de comunista ou nazista? Não vou tentar advinhar as respostas, mas fato é que muitos de nós já contaram vantagem em rodas de amigos e até conquistaram algumas moças “revolucionárias” por se dizerem comunistas, defensores da sociedade livre de repressão, sem a exploração do homem pelo homem. Já nazista… bem, acho que ninguém tiraria bons frutos dessa alcunha.

A pergunta é: por que a diferença?

O regime nazista/fascista é das maiores crueldades que já existiu, em que se exterminavam pessoas apenas por não pertencerem à “superior” raça ariana. Entre poloneses, eslavos e judeus (sim, os judeus não têm o monopólio do sofrimento, ao contrário do que muitos pensam) calcula-se algo entre 12 e 16 milhões de mortos durante os 12 anos de Hitler no poder.

Já o comunismo era pacífico, não é verdade? Lênin, Stálin, Mao, Castro, Che apenas mataram ou ordenaram a morte de alguém quando isso era absolutamente indispensável para que a revolução se mantivesse viva e os menos favorecidos pudessem chegar ao topo, certo?

Nada mais errado. O comunismo é, de longe, o regime mais genocida que já houve no planeta. Calcula-se que apenas na União Soviética e na China tenham sido assassinados mais de 80 milhões de pessoas por discordarem do regime. Stálin protagonizou uma das maiores manchas vermelhas (de sangue humano) da História, quando, entre 1932-33, fez morrer de fome entre 5 e 10 milhões de ucranianos (a grande margem de erro coloquem na conta da KGB) no que ficou (pouco) conhecido como Holodomor e pode ser visto abaixo.

O quase sempre idolatrado Che Guevara – um sujeito barbado e com uma boina que muita gente mal-informada usa como estampa de camiseta, sem saber do assassino que levam no peito – disse ao longo de sua felizmente curta trajetória pérolas como “Eu não preciso de provas para executar um homem”, “Querido pai, hoje descobri que realmente gosto de matar”, “Minhas narinas se dilatam quando aprecio o odor acre da pólvora e do sangue”, “Não tenho casa, não tenho mulher, não tenho pai, não tenho mãe, não tenho irmãos. Meus amigos só são amigos quando eles pensam ideologicamente como eu”.

E as semelhanças não ficam no gosto pela morte. O interessantíssimo vídeo abaixo mostra que Marx e Engels, patronos do comunismo, falavam abertamente em seus escritos sobre o “lixo racial” que deveria fazer parte do “holocausto revolucionário”. Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, enfatizava a pequena diferença entre eles e o comunismo de Lênin, que serviu de base para toda a propaganda inicial do regime nazista. A diferença entre eles é que o comunismo era internacional-socialista e o nazismo, nacional-socialista. Apenas.

Por que não aprendemos nada disso então? Por que para nós o comunismo é explicado como uma alternativa positiva e igualitária de governo que infelizmente não prosperou e o nazismo como a maior praga da História, quando os dois deveriam ficar juntos neste último grupo?

O ponto fundamental para isso está na 2ª Guerra Mundial. Hitler e o nazismo saíram dela não apenas derrotados, mas dilacerados e condenados eternamente às merecidas trevas. Stálin e o comunismo, ao contrário, estavam do lado vencedor e, mais importante, a União Soviética foi peça fundamental para a virada no conflito e a vitória. O mundo foi dividido em dois e os vermellhos-sangue-humano tiveram então um gigantesco campo para difundir suas idéias como bem entendessem. Com sua bonita retórica, conquistaram muitos “intelectuais” que achavam cult ser anticapitalista e, travestidos de sábios, passaram a difundir o discurso e as benesses do comunismo na imprensa e em universidades. Pronto, estava fechado o quadro para que o comunismo chegasse aos céus e suas atrocidades ficassem muito bem escondidas nas trevas.

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