O sucesso do Bolão

Para nós, que estamos nos divertindo a valer com o Bolão da Copa, não é segredo nenhum que o negócio pegou. A novidade é que o sucesso é tamanho que ultrapassou as modestas fronteiras do Coisas Mais e foi se instalar em blogs mais sofisticados.

Em postagem do último domingo, dia 20, o Dr. Osmar de Oliveira, médico, jornalista e comentarista da Band, ao comentar a febre dos bolões e a tendência absolutamente verdadeira de quase sempre terem como vencedor alguém que mal sabe quem é a bola num campo de futebol, fez uma elogiosa referência ao nosso bolão, que muito me honrou:

Mas o melhor bolão que vi desta Copa é uma coisa bem feita, tipo ação entre amigos, que interagem conforme os jogos vão acabando. Muito legal. Thiago, meu conhecido, “bolou esse bolão”. Ele está em um blog . Acesse :

https://coisasmais.wordpress.com

Ao doutor, meu muito obrigado. A vocês, a deixa para acessarem o drosmar.com, com o texto completo sobre os bolões e outros tantos.

http://drosmar.com/furaram-o-bolao/

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Novo visual

Para comemorar o sucesso do Bolão, que elevou a média de acessos ao blog para a casa das 300 visitas diárias, entrou no ar ontem um novo visual para o Coisas Mais…

Agora ficou mais fácil ler as postagens de acordo com o gosto de cada um. Basta clicar nos assuntos, na barra de menu acima, e serão selecionados apenas os textos relacionados a cada um.

Espero que gostem. E continuemos com a cobertura Coisas Mais da Copa!

De volta ao passado

Queridos leitores, estou em repouso. Hoje pela manhã passei por uma dificilícima cirurgia para extração de dois dentes do siso. Daqui a duas semanas tem mais, vão os outros dois…

Convalescendo que estou, minha estimada mãe tem me agraciado com todo o tipo de mimos e de atenção. Já estive deitado na cama com cinco travesseiros a me aconchegar, já tomei sorvete, já degluti com dificuldade uns caldinhos muito nutritivos que ela fez (gelados, claro, pois não posso colocar nada quente em minha querida boca) e, agora, vi-me obrigado a sair por instantes dessa justa mordomia para vir até a frente do computador ter com vocês.

Em meio  ao sorvete, aos caldinhos e a uns cochilos, sobrou algum tempo para pensar. E esses pensamentos começaram com recordações de tempos passados, em que muitas vezes a realidade que estou vivendo hoje era mais regra e menos exceção. Em poucos minutos de memória, assaltou-me um saudoso “Como o passado era bom!”. E continuei a relembrar… o meu Atari, o pogobol, o lango-lango, os Thundercats, o lego, o dip-link que eu, inverterado gordinho, nunca rejeitava, o autorama Senna versus Piquet, o jogo de bola queimada na rua do interior onde morava, a corrida de pneus no Jardim 2, quando fiquei em segundo lugar, o dia em que tentei atravessar uma porta de vidro utilizando como escudo as próprias mãos e me cortei todo… “Como o passado era bom!”

Cochilo. Acordo novamente e volto a pensar, mas agora as idéias tomam outro rumo. Em vez da afirmação, a dúvida. “Será que o passado era mesmo tão bom?” Forço a memória e tento relembrar jogos do Atari. Consigo um. O jogo de boxe, talvez o meu predileto, era requintado, a “câmera” tinha um ângulo de cima pelo qual se conseguia ver perfeitamente os lutadores que pareciam uns… umas… aranhas. De patas, ou braços, enormes, absolutamente descomunais em relação ao resto do corpo – como resto do corpo entenda-se a cabeça e um ponto que provavelmente fosse o nariz, as únicas outras coisas que apareciam além dos tentáculos com uma bola (a luva) nas pontas. Consigo outro. Enduro, um jogo de corrida em que, sem o menor esforço, apenas apertando o botão laranja e único do controle – o nome  joystick é coisa da década de 90 – e direcionando um bastão que ficava no centro do mesmo controle, era possível ultrapassar todos os adversários que surgiam, a não ser que você batesse em algum deles, pois aí o carrinho, que, incrivelmente, assim como os lutadores de boxe parecia uma aranha, só que de espécie diferente, era ultrapassado por alguns até que voltasse ao seu rumo normal. O jogo tinha umas quatro fases, começava durante o dia, numa pista verde – seria um campo? – passava para noite, neblina, neve e talvez alguma outra que esteja me esquecendo. Se você conseguisse passar por todas sem bater em muitos rivais, que eram contados numa barrinha abaixo, na tela, você vencia e a barrinha passava a mostrar um monte de tacinhas. Tudo isso em uns dez minutos, se tanto. Sem tempo de volta, sem volta, sem pistas diferentes, sem nada além.

Do pensamento, sai Atari e entra Playstation 2, o que de mais avançado eu já tive a oportunidade de experimentar em termos de videogame. Pra começar, o console – outra palavra que não existia na década de 80 – também reproduz DVD, algo que, no passado que era tão bom, era representado pelas fitas VHS de videocassete, aquelas que em 90% das locações apresentavam alguma faixa preta – que não era de censura – ao longo do filme e, depois de assistidas, tinham de ser rebobinadas antes da devolução para a locadora, senão era multa. Extras? Cenas que foram cortadas na edição? Entrevistas com o diretor e os atores? Opção de legendas? Você só pode estar brincando.

Mas voltemos ao Playstation e aquilo para que foi inventado. Jogos. Tento buscar comparações para o boxe e a corrida do Atari. Encontro. Final Fight 3, um jogo de boxe que conta com reproduções incríveis de alguns dos maiores lutadores da História, como Casius Clay, Joe Frazier, Sugar Ray Leonard, Roberto “Mano di Piedra” Durán, Evander Holyfield, entre outros, e que permite que você monte os duelos mais impensáveis, intercalando gerações num mesmo ringue em lutas bastante reais, com sangue – lembro-me por um instante dos meus dentes – e tratamento com vaselina, além de belas mulheres, nos intervalos dos assaltos. Vou para o próximo. Gran Turismo 3, um jogo com uma infinidade de carros esportivos que vão sendo disponibilizados conforme o jogador consegue resultados nas pistas. Você ganha prêmios pelo desempenho que podem ser usados para comprar novos carros ou melhorar os que já possui, visita pistas incrivelmente reais de toda a parte do mundo e de todo o tipo que se possa imaginar. Ah, e para disputar carreiras mais profissionais, precisa passar por uma série de testes em vários circuitos, que certificam sua habilidade ao volante.

Parto para o veredicto: bom, de fato o Playstation é de manejo mais difícil. O controle, além dos dois tipos de direcionais e dos botões de início e seleção, tem nada mais nada menos do que oito botões, muito para quem se ambientou com o botão único do Atari e depois migrou para os três botões mais direcional e início do Mega Drive. Mas o esforço de memória e destreza nos dedos é compensado por uma qualidade infinitamente superior, absolutamente incomparável, de deixar o velho Atari aturdido no canto daquele quartinho de bagunça. Aqueles que deixam o saudosismo falar mais alto, desafio apenas a jogar um jogo do Atari que seja. Podem ser baixados de qualquer computador – computador nos anos 80? – com conexão de banda larga – banda larga nos anos 90? – em poucos instantes.

A tola comparação entre videogames me levou a pensar um pouco sobre o passado e o presente. A avaliar se o passado foi mesmo tão bom como nossas memórias e o tempo que passa e tende a romantizar tudo o que foi vivido nos fazem crer.

Amanhã continuo, falando um pouco de cinema, de futebol e de música.

De volta para a caminha…

Não repita a aplicação

Hoje vou falar de mais um dos mitos com os quais aprendemos a conviver sem questionar se sua origem é real ou inventada. Não, mas não precisam torcer o nariz pensando “pronto, lá vem esse mala de novo com mais um post chato que dá preguiça só de ver o tamanho”. Dessa vez o post é menor, menos chato e mais útil no dia-a-dia.

Todos nós já lemos nas embalagens de shampoo “Para melhorar os efeitos, repita a aplicação”. Alguns fabricantes, aliás, são mais enfáticos e escrevem apenas “Repita a aplicação”, passando a impressão de que algo de pior pode acontecer com nossas madeixas se não seguirmos a ordem.

Nós, homens, lemos, mas, obviamente, não seguimos as instruções. Primeiro, porque não precisamos de instruções pra nada e, segundo, porque é uma baita frescura. Já as mulheres que conheço todas vão lá e repetem a aplicação, certas de que isso tornará seus cabelos mais sedosos.

Evite excessos

Pois, mulheres, vocês fazem exatamente aquilo que os fabricantes querem e não ganham nada com isso. Internamente, não é segredo nenhum para a indústria de cosméticos que esse negócio de repetir a aplicação é uma grande mentira inventada com o simples propósito de vender mais shampoo. Basicamente, o shampoo é feito para limpar o cabelo e, a não ser que você tenha caído de cabeça num mangue, uma aplicação é mais do que suficiente para que ele esteja limpo, o que se percebe pelo fato de, na segunda aplicação, o produto fazer muito mais espuma do que na primeira. Lave uma frigideira engordurada uma vez e, depois de lavada, lave de novo e observará o mesmo efeito da segunda aplicação do shampoo em sua cabeça.

Portanto, mulheres do meu Brasil, unam-se! Não se deixem enganar, gastem menos em shampoo e mais naquilo que realmente possa aumentar sua (ou nossa) satisfação…

Cerveja! Esta sim, quanto mais é consumida mais aumenta seus efeitos…