Ranking dos Clubes Brasileiros de Futebol

O Ranking dos Clubes Brasileiros de Futebol surgiu em 2001, em meio a devaneios mentais e estatísticos com o objetivo de chegar a uma fórmula que conseguisse classificar da forma mais precisa possível os clubes brasileiros de futebol, de acordo com as glórias de cada um.

A grande questão que se colocava era encontrar um jeito de relativizar a problemática, e por que não injusta, vantagem dos times mais antigos do Brasil, que, por terem disputado mais campeonatos ao longo de sua história, poderiam aparecer classificados à frente de equipes mais jovens, ainda que estas apresentassem melhor desempenho tendo em vista o número de certames disputados.

Embora esse aspecto se fizesse relevante apenas em relação aos campeonatos estaduais, disputados no Brasil desde o início do século XX – antes, portanto, da fundação de alguns dos principais clubes tupiniquins -, era algo que tendia a viciar os rankings geralmente elaborados, que privilegiavam sempre e apenas o número absoluto de títulos, sem qualquer menção à produtividade das equipes.

Depois de algumas horas e outros tantos neurônios perdidos, fez-se a luz e surgiu a fórmula de classificação para os torneios estaduais, que será mais bem detalhada – assim como outras características do sistema – ao longo dos próximos dias, quando serão apresentados um a um os rankings parciais que geram a classificação geral.

Por ora, vale dizer que: (i) a classificação considera todos os torneios oficiais nacionais e internacionais disputados pelos clubes brasileiros; (ii) via de regra, a pontuação premia campeões e vices. As exceções são o Campeonato Brasileiro e o seu precursor, Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em que os quatro primeiros colocados são premiados, e o Mundial de Clubes, em que apenas o campeão pontua; (iii) apenas os campeonatos estaduais necessitaram da tal relativização produtiva – todos os demais torneios oficiais nacionais e internacionais passaram a ser disputados com todos os grandes clubes já em vida.

O quadro abaixo traz a pontuação estabelecida para cada torneio.

Para figurar na classificação geral, um clube precisa, pelo menos, ter participado de duas finais, considerando torneios nacionais ou internacionais, com ao menos uma conquista nesses torneios. Isso não significa que o clube não será listado nas classificações parciais. Apenas minimiza o risco de clubes com muitas vitórias estaduais, porém pouca relevância nacional, aparecerem falsamente bem colocados no ranking geral dos melhores do Brasil.

Mediante esse critério, 16 clubes integram o Ranking Geral dos Clubes Brasileiros de Futebol. O São Paulo destaca-se na liderança, com 1.133,38 pontos e uma folga conseguida nos últimos anos graças à Libertadores e ao Mundial de 2005 e ao tricampeonato brasileiro 2006/08. Em segundo, vem o Cruzeiro, seguido por Palmeiras, que chegou a pontuar a classificação mas perdeu espaço nos últimos anos, e Flamengo.

A seguir, dois clubes que evoluíram bastante no ranking nas últimas temporadas, Santos e Internacional. O Santos, além da Copa do Brasil deste ano, tem, no currículo dos anos 2000, dois Brasileiros e um vice da Libertadores. Já o clube gaúcho cresceu com o título mundial de 2006 e das Libertadores de 2006 e deste ano.

O Grêmio acompanha de perto o arqui-rival, fechando um quinteto separado por menos de 70 pontos. O Corinthians fecha o clube dos oito melhores. Pela ordem, Vasco, Atlético Mineiro, Fluminense, Bahia, Botafogo, Sport, Atlético Paranaense e Guarani completam a lista.

Confiram a classificação completa. Divirtam-se e esperem as classificações segmentadas – nacional, internacional e estaduais – nos próximos dias.