Paulo Moura

Paulo Moura foi dos maiores instrumentistas brasileiros. Nascido na minha querida São José do Rio Preto, em 15 de julho de 1932, utilizava seus clarinetes e saxofones, fiéis companheiros, para encantar plateias mundo afora. Também compositor e arranjador, participou da Bossa Nova e trabalhou com variados artistas, como Ary Barroso, Maysa, Elis Regina, Fagner e Milton Nascimento.

Em 2000, ganhou o Grammy Latino de Música de Raiz pelo álbum “Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas”. Infelizmente, acabou mais reconhecido lá fora do que aqui dentro. Como muitas de nossas coisas boas.

O vídeo abaixo é a última, por assim dizer, apresentação de Paulo Moura. Já internado, ele aproveitou a visita de Wagner Tiso para insistir até que lhe passassem o clarinete. Fizeram um dueto em “Doce de côco”, de Jacob do Bandolim.

Era sábado, 10 de julho. Dois dias depois, Paulo Moura nos deixou as saudades, prestes a completar 78 anos.

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Sobre Thiago B. Ribeiro
Thiago Barros Ribeiro tem 32 anos, é paulistano, sampaulino e, segundo as boas e más línguas, quase insuportavelmente chato. Mestre em Economia por formação, gestor público por profissão, metido a besta em esportes por paixão.

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