Ranking das Copas

Terminada a Copa da África, é hora de atualizar o ranking histórico dos Mundiais, que faço por conta e critérios próprios desde a competição de 1998, na França.

É importante mencionar, antes de qualquer coisa, que existem algumas controvérsias sobre as quais muitas vezes nem mesmo a FIFA se manifesta de forma absolutamente conclusiva quando o assunto é a classificação final dos torneios.

Uma delas se refere aos jogos que se decidem em prorrogações ou mesmo aos jogos extras que eram disputados em tempos antigos para decidirem classificações. Alguns acreditam que, tanto num quanto noutro caso, a pontuação do tempo extra deva ser considerada. Assim, uma equipe que vence apenas na prorrogação deve contabilizar os pontos de uma vitória e não de um empate e, da mesma forma, se duas equipes foram obrigadas a fazer um jogo extra para decidirem uma vaga, devem obter os pontos de ambos os duelos.

Outros, eu entre eles, enxergam distorções nesse sistema e por isso defendem que, em nenhuma situação, eventuais pontos provenientes de tempos suplementares sejam considerados para efeitos de classificação das seleções, posto que apenas existiram para resolver um caso de empate. Considerar, pois, resultados de prorrogações tenderia a dar uma injusta vantagem às seleções que as disputaram em relação a outras que, mais efetivas, conseguiram resolver as coisas nos 90 minutos. Tal distorção se transformaria em aberração quando transportada ao caso dos jogos extras: uma equipe vencedora num deles acabaria fazendo mais pontos do que outra, que não precisou de desempate para seguir adiante.

Adotando o critério considerado mais adequado e partindo, assim, dos resultados apenas dos tempos normais de jogo, foram elaboradas as classificações dos oito primeiros em cada Copa e concedida a seguinte pontuação:

Campeão: 120 pontos

Vice: 80 pontos

3º colocado: 50 pontos

4º colocado: 40 pontos

5º colocado: 20 pontos

6º colocado: 15 pontos

7º colocado: 10 pontos

8º colocado: 5 pontos

O resultado é o ranking abaixo, com 40 seleções, no qual o Brasil, pentacampeão, duas vezes vice e duas terceiro, aparece em primeiro, com 1.010 pontos, acompanhado de perto, porém, pela Alemanha, que, apesar de “apenas” três conquistas, coleciona quatro vices e outras quatro terceiras posições, 975 pontos.

A Itália, apesar de tetracampeã, fica bem atrás dos alemães, com 760 pontos, por ter apenas dois vices e uma terceira posição em seu currículo. Argentina e Uruguai vêm a seguir, e bastante abaixo, com seus bicampeonatos. Os uruguaios ultrapassaram os franceses graças ao quarto lugar conquistado em território africano.

O terceiro vice-campeonato de sua história colocou a Holanda como a melhor entre os não campeões, em sétimo e à frente de duas já laureadas: a Inglaterra, em nono, e a recém chegada Espanha, em décimo. Antes delas, aparece a outra não campeã de destaque, Suécia, com um vice, dois terceiros e um quarto lugar.

Em casos de igualdade, os critérios de desempate, pela ordem, foram: (i) melhor classificação conseguida em uma Copa; (ii) número de participações em Copas; (iii) número de vitórias em Copas. Com eles, curiosamente, apenas duas seleções se mantiveram empatadas, as Irlandas, no 35º lugar.

Confiram a classificação completa.

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