Viva España!

Espanha campeã mundial! A Copa do Mundo está nas melhores mãos possíveis. Venceu o futebol.

Diego Forlán foi coroado o melhor jogador do torneio. Parabéns à FIFA pela justíssima decisão, defendida ontem por aqui.

David Villa, Thomas Müller, Wesley Sneijder e o próprio Forlán dividiram a artilharia, com cinco gols.

Thiago Ribeiro, Ramón Fernandez e Fábio Corrêa, nesta ordem, foram os vencedores do bolão, que tanto nos animou ao longo dos últimos 30 dias.

Logo mais – se o trânsito deixar, ainda hoje – serão postadas as resenhas completas sobre a final da Copa, a Copa como um todo e, claro, o material completo e derradeiro do bolão.

Relações perigosas

por Daniel Marchi

E o GP Bretão de 2010 foi menos empolgante que suas tradições. Com exceção das costumeiras movimentações da largada, a corrida não passou de um aborrecido aquecimento para a decisão da Copa do Mundo. Menção desonrosa para Vettel, mais uma vez. Vai perder o campeonato por raciocinar sempre em termos de “tudo ou nada”. Seu comportamento – às vezes inconsequente nas  largadas e nas ultrapassagens – já está arranhando sua reputação de piloto de ponta. Méritos para Button, cujas maturidade e capacidade recuperação o fazem postulante ao bi.

A Ferrari, por sua vez, resolveu definitivamente fazer um campeonato random walk. Combina progressos e boas classificações com corridas desastrosas. Seus pilotos precisam vir a Salvador e fazer as pazes com os orixás. Sobre a punição dada a Alonso, decorrente de uma forçada de barra com Kubica, não tenho uma opinião conclusiva. Mas, diante dos impropérios ditos pelo espanhol à FIA nessa última semana, chego a crer que houve uma vingancinha da cartolagem. O GP inglês praticamente sela a saída dos vermelhos de qualquer disputa neste ano.

Finalizando, gostaria de recomendar este texto, do competentíssimo Lívio Oricchio. Falando da proposta de mobilidade da asa traseira para 2011, ele bate no ponto central de sugestões deste tipo: estão transformando a F-1 numa gincana. E pior, uma gincana demasiada perigosa. Pensem nesse artifício, que altera profundamente a forma de construção dos carros, com a proibição de testes. Vinte e quatro cadeiras elétricas.

***

Valeu, Daniel! Hoje a Fórmula 1 ficou completamente por sua, sempre competente, conta. Quero apenas registrar também a ótima forma de Hamilton, cada vez mais favorito ao título, e pontuar a tenra idade de Vettel, 23 anos, para mantê-lo como um excepcional piloto, a despeito recentes derrapadas. Vale lembrar que, até ser campeão mundial, em 1988, com 28 anos, Ayrton Senna também era desqualificado por muitos críticos, como Renato Maurício Prado, por ser afoito. Tenho poucas dúvidas de que, cedo ou tarde, as críticas de agora ao jovem germânico também se mostrarão exageradas.