Uruguai 2 x 3 Alemanha

Confirmada a tradição de jogos animadíssimos nas disputas de terceiro lugar em Copas. Provavelmente relaxados, no bom sentido, após a eliminação nas semifinais e certamente menos preocupados em perderem um duelo que já não vale tanto assim, os jogadores costumam protagonizar, no sábado que antecede o dia derradeiro do Mundial, um espetáculo na maioria das vezes melhor do que a própria final.

Em campo, a Alemanha confirmou ter uma equipe bastante superior ao Uruguai. Jogando um futebol sério e, sobretudo, solto, não encontrou muitas dificuldades para chegar sempre próxima ao gol de Muslera, que, com uma atuação desastrosa, contribuiu imensamente para os gols de Müller, primeiro do jogo, Jansen, que empatou o duelo em dois e, em menor medida, também para o tento decisivo de Khedira, ao ficar estático sobre a linha da meta enquanto a bola viajava pra lá e pra cá na pequena área.

O resultado adverso não apaga de forma alguma o belo papel do Uruguai na África. Assim como contra a Holanda, os sulamericanos lutaram muito hoje contra um adversário visivelmente mais forte e, apenas por circunstâncias, terminaram derrotados. Cavani melhorou um pouco – bem pouco – o nível medíocre do futebol apresentado ao longo da competição, fazendo o gol do 1 a 1, e Forlán assinou mais uma de suas raras obras ao virar o jogo e passar a impressão de que os uruguaios poderiam encerrar a Copa em terceiro.

Não encerraram, mas Forlán fez um torneio extraordinário. A meu ver, é até agora o melhor e, principalmente, o mais constante jogador do Mundial, não tendo passado um jogo sequer – nem o empate inaugural contra a França – da forma apagada que já caracterizou, vez ou outra, Iniesta, Xavi, Villa e Sneijder. Depois da final, é praticamente certo que um destes últimos, ou Robben, seja eleito a estrela da Copa. Fará jus, afinal será campeão, mas, fosse Forlán o escolhido, a justiça não seria menor.

Outros uruguaios que merecem menções honrosas pelo trabalho na Copa são Fucile e Oscar Tabarez, o treinador. Assim como também as merecem o treinador do lado alemão, Joachim Löw, e praticamente todos os seus comandados. Grande Alemanha.

Ah, a “Copa América” terminou com três europeus nas três primeiras posições. Não custa lembrar.

***

O resultado de hoje acabou totalmente com as chances de dois apostadores que ainda nutriam expectativas de pódio no bolão, Persio e Rafael Cicco. Quem se deu melhor com a terceira posição alemã foi o Fábio Corrêa, segundo a se garantir, pelo menos, na terceira colocação de nosso ranking. Agora, é o único que ainda pode me desbancar na liderança. Para isso, precisa da Holanda campeã e de Sneijder superando Villa na artilharia.

Se não acontecer uma ou outra coisa entre essas duas, ou seja, se a Espanha for a campeã ou Villa o artilheiro, termino em primeiro. Caso aconteçam ambas, fico em segundo. Professor Ramón torce para a Espanha para ficar em segundo. Maurice será holandês desde criancinha para se garantir em terceiro.