Alemanha 0 x 1 Espanha

Para surpresa quase geral, a Espanha fez com a Alemanha mais ou menos o que fizera com Portugal, nas oitavas. Digo quase geral porque, sem querer puxar a brasa para a nossa sardinha, mas apenas sendo realista, quem leu horas atrás a prévia do jogo aqui teve acesso a uma boa porção de motivos para acreditar que a Espanha pudesse passsar à final.

E praticamente todos aqueles motivos se confirmaram. A Espanha demonstrou que tem um toque de bola muito superior ao de ingleses e argentinos; Müller fez uma falta danada aos germânicos, da mesma forma que Pedro comprovou a qualidade do banco espanhol; e del Bosque foi um rival à altura, para não falar bastante superior, a Löw.

O que ninguém poderia imaginar era que esses motivos pintassem um quadro de tamanha supremacia espanhola. O que houve foi um ataque contra defesa ameaçado em apenas uma oportunidade, numa finalização de Kroos bem defendida por Casillas. No mais, a Espanha sobrou. No primeiro tempo, não transformou essa sobra em grandes oportunidades, mas, no segundo, além da cabeçada furiosa de Puyol, poderia ter feito mais, especialmente num contra-ataque incrivelmente desperdiçado por Pedro, que, de resto, teve uma atuação próxima da perfeição.

Outro resultado que não a vitória dos espanhóis seria triste para o futebol.

Depois de hoje, a Espanha reforça o favoritismo para a final. Favoritismo que, no entanto, deve ser muito bem qualificado. A Espanha não pode, por exemplo, acreditar que a final foi hoje. Não foi. Do outro lado, há uma Holanda que ostenta a maior invencibilidade entre todas as seleções do mundo (25 jogos) e mantém impressionantes 100% de aproveitamento desde o início das Eliminatórias.

Mas isso não é o mais importante. A Holanda apresenta um estilo de jogo diferente de Portugal, Paraguai e Alemanha. Ao contrário deles, e assim como a Espanha, gosta de jogar com, e não sem, a bola. A Espanha não está acostumada a isso na Copa, o que poderá trazer-lhe muitas dificuldades. Nada, contudo, que retire o ligeiro favoritismo ibérico.

E a Espanha “amarelona” está na final. Assim como a Holanda, também “amarelona”. E o Brasil “guerreiro” ficou pelo caminho. Se o mundo não acabar até o próximo domingo, teremos, pois, uma “amarelona” campeã… mais uma na cabeça dos amantes de chavões inócuos.

No bolão, seguiu-se o mesmo caminho de ontem: não foram muitos os que pontuaram, mas os que o fizeram estão sorrindo de orelha a orelha. Faltando apenas dois jogos para a finalização do torneio, apenas alguns apostadores mantêm chances de premiação. Amanhã, teremos uma postagem esmiuçando as chances de cada um, com as possíveis combinações de resultados e tudo o mais.

Sobre Thiago B. Ribeiro
Thiago Barros Ribeiro tem 32 anos, é paulistano, sampaulino e, segundo as boas e más línguas, quase insuportavelmente chato. Mestre em Economia por formação, gestor público por profissão, metido a besta em esportes por paixão.

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