Uruguai x Holanda: prévia

De um lado, um time que já chegou mais longe até do que os mais otimistas poderiam apostar. Este é o Uruguai, que planejava como ponto máximo de sua passagem pela África uma honrosa aparição nas quartas. E chegou às semifinais. Claro, em sonhos nunca se deixa de acreditar no impossível, mas, com os pés fincados na realidade, chegar entre os quatro melhores era muita areia para o caminhãozinho celeste.

Do outro, uma equipe que não se cansou de afirmar, antes da Copa, que não poderia haver outro objetivo para uma seleção que ostenta a maior invencibilidade do mundo atual que não o título mundial. Esta é a Holanda. Vista com desconfiança pela maioria, menosprezada no duelo diante do Brasil, a Laranja passou quatro jogos e meio com um jogo não além do medíocre suficiente. Apenas na etapa derradeira do confronto com os brasileiros, quando foi preciso, mostrou o futebol ainda guardado. As garrafas vazias para vender de que se falara aqui, as quais poucos acreditaram que pudessem existir. Existiam.

O contexto indica, pois, que o confronto de logo mais deverá opor um Uruguai satisfeito com sua campanha a uma Holanda sedenta pela glória que sempre bateu na trave. Some-se a isso o fato de que os dois desfalques uruguaios, Suárez e Lugano, fazem uma falta imensamente maior ao time sulamericano do que De Jong e, principalmente, Van der Wiel, as ausências holandesas, fazem aos europeus. Sem Suárez, o ótimo Forlán não deverá ter com quem desenvolver suas jogadas decisivas e, sem Lugano, a defesa uruguaia perde o seu xerife, que comanda e mantém aos berros os soldados sempre a postos.

Por fim, é sempre importante destacar o moral que se conquista ao se eliminar o Brasil de uma Copa. Bem ou mal, a seleção brasileira é sempre vista como um gigante do futebol. Quando um time consegue prostrá-la, como fez a Holanda, a confiança vai às alturas e tende a ajudar nos próximos degraus.

O único risco é a confiança crescer tanto a ponto de se tornar excessiva, transformando-se num salto 15. Não acredito. A aposta é em vitória holandesa no tempo normal.

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Sobre Thiago B. Ribeiro
Thiago Barros Ribeiro tem 32 anos, é paulistano, sampaulino e, segundo as boas e más línguas, quase insuportavelmente chato. Mestre em Economia por formação, gestor público por profissão, metido a besta em esportes por paixão.

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