Brasil 3 x 0 Chile

Conforme dito aqui quando houve a definição do confronto, Brasil x Chile era o duelo mais previsível das oitavas. Além da antiquíssima freguesia ante os brasileiros, os chilenos apresentavam um estilo de jogo que se encaixava perfeitamente com aquilo que o Brasil gosta, saindo ao ataque sem maiores preocupações com a frágil defesa.

E a partida de hoje foi como se previa. Com a diferença, para maior azar chileno, que a defesa andina, já deficiente, não contou com dois titulares, Ponce e Medel. Tudo acabou muito tranquilo para os comandados de Dunga, que mais uma vez se beneficiaram pela extrema efetividade com quem têm atuado, algo de que também já se falou aqui. O Brasil concretiza quase todas as oportunidades que cria e isso tende a fazer a diferença em confrontos equilibrados como os da fase final de uma Copa. Imagine então num emparelhamento já naturalmente desequilibrado para o lado tupiniquim.

Kaká fez hoje sua melhor atuação. Juan, Lucio, Gilberto Silva e Ramires também foram bem, embora o último tenha tomado o cartão amarelo que não poderia e que o tira do embate frente à Holanda. Por outro lado, Luis Fabiano e Robinho, apesar dos gols, estiveram bastante apagados e Maicon teve o seu pior desempenho.

A facilidade terminou por aqui. Na sexta-feira, contra a Holanda, tudo indica um jogo dificílimo, para ambos os lados. A Holanda de outrora seria mais um dos times que o Brasil gosta de enfrentar, partindo ao ataque e deixando os espaços que a equipe de Dunga tanto gosta e sabe aproveitar. Mas as coisas mudaram. A Holanda desta Copa tem mostrado um futebol muito mais sóbrio do que alegre e com preocupações defensivas que nunca se viu. Não enfrentou ainda um ataque próximo ao brasileiro para ter o novo sistema testado, mas, no papel, divide com a Alemanha o papel de adversário europeu mais perigoso para o Brasil, pelo jeito de jogar.

No Bolão, pouquíssimas alterações. Todos apostaram na vitória brasileira. Quatro cravaram o 3 a 0 e ficaram um pouco melhor na foto do que os demais.

Sobre Thiago B. Ribeiro
Thiago Barros Ribeiro tem 32 anos, é paulistano, sampaulino e, segundo as boas e más línguas, quase insuportavelmente chato. Mestre em Economia por formação, gestor público por profissão, metido a besta em esportes por paixão.

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