Balanço da primeira fase

O nível do futebol apresentado na primeira fase da Copa foi profundamente decepcionante. Decepção que foi maior à medida que o futebol jogado ao redor do mundo tem se tornado mais agradável, mais aberto, nas últimas temporadas.

Na África não tem sido assim. A preocupação primeira de quase todas as equipes é se defender, é evitar que saia o zero do placar do adversário. Não que essa alternativa seja desprovida de méritos. Ao contrário dos românticos, admiro equipes que reconhecem suas limitações e conseguem arranjar um jeito de, mesmo com elas, dar trabalho. Japão e Nova Zelândia foram os dois grandes representantes desse grupo na Copa.

Mas o jogo fica feio, chato, modorrento. E nos campos africanos ficou tão feio, tão chato, tão modorento, que até agora temos a pior média de gols da história dos Mundiais. O que não é pouco, posto que a base de comparação é a Copa da Itália, em 1990, reconhecidamente de pífio nível técnico.

E por falar em Itália, ah, a Itália. Já foi embora e levou pra casa o título de maior decepção do torneio. O time era fraco, envelhecido, com reconhecidos casos de reumatismo, como o nervo ciático de Buffon. Nada, porém, que justificasse qualquer projeção de saída ainda na primeira fase e ainda coroada com a última posição da chave.

Da França melhor nem falar. Não há sentido, já que, se teve alguma coisa que não se viu ali, essa coisa se chama futebol.

Torço, mas sinceramente não acredito, que o futebol melhore daqui por diante. Até agora, de bom, Maradona à beira do campo e seu emotivo carinho para com os pupilos, a garra uruguaia, a paixão da seleção dos Estados Unidos pelo jogo, a efetividade japonesa, o toque de bola espanhol, o destemor de Bielsa com o Chile e… o jogo feio da Holanda – já perdeu tantas vezes jogando bonito que até merecia ganhar jogando feio.

Seleção Coisas Mais da 1ª fase: Muslera (URU); Maicon (BRA), Alcaraz (PAR), Godin (URU), Heinze (ARG); Tiago (POR), Elano (BRA), Ozil (ALE), Messi (ARG); Honda (JAP), Villa (ESP). Técnico: Takeshi Okada (JAP).

Jogador Coisas Mais da 1ª fase: Messi (ARG)

Melhor seleção: Argentina

Seleção Coisas Menos da 1ª fase: Green (ING); Gutierrez (ARG), Ri Kwang Chon (CNO), Vyntra (GRE), C. Poulsen (DIN); Kaita (NIG), Katsouranis (GRE), Kuzmanovic (SER), Jorgensen (DIN); Anelka (FRA), Gilardino (ITA). Técnico: Raymond Domenech (FRA)

Jogador Coisas Menos da 1ª fase: Kaita (NIG).

Pior seleção: Coreia do Norte

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Sobre Thiago B. Ribeiro
Thiago Barros Ribeiro tem 32 anos, é paulistano, sampaulino e, segundo as boas e más línguas, quase insuportavelmente chato. Mestre em Economia por formação, gestor público por profissão, metido a besta em esportes por paixão.

One Response to Balanço da primeira fase

  1. David Escudero says:

    você esqueceu o oscar perez como melhor goleiro e o guille franco na sua seleção de coisas menos…hehehe…mas esperamos que faça pelo menos um gol no próximo domingo…saludos!!

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