Grupo D: 1º Alemanha, 2º Gana

Espero que vocês, meus parceiros apostadores, não estejam acompanhando a Copa do Mundo tão de perto quanto eu. Espero, mais, que vocês não saibam de cor todos os seus palpites no bolão e, ainda além, espero que não se preocupem em dar uma olhadinha nas apostas dos seus concorrentes no intervalo dos jogos.

Diz isso com extrema sinceridade alguém que tem cometido todos os pecados listados acima e que, com a devida licença poética, inspira-se no mestre Schoppenhauer para afirmar, semblante tristonho:

O que existe é angústia. A felicidade é apenas um momento de interrupção da angústia que logo é substituído pela frustração.

Não que seja ruim a emoção sentida durante os jogos decisivos. Mas quando essa emoção teima em ir sempre contra a sua torcida, o negócio, a partir de certo momento, começa a perder a graça.

Desta vez, foi a Sérvia que decepcionou a mim e a vários outros que apostaram nela como um dos classificados no Grupo D da Copa. Precisava de uma vitória sobre a Austrália para se garantir. Perdeu uma infinidade de gols no primeiro tempo e viu os australianos fazerem dois no começo do segundo. No outro jogo da rodada, a Alemanha ajudava e fazia o 1 a 0 sobre Gana que lhe garantia a primeira colocação na chave.

Agora, bastava um empate aos sérvios. E fizeram o primeiro. Somente ele. Foi pouco. No máximo, conseguiram um outro que, com Pantelic impedido, foi corretamente anulado, e reclamaram um pênalti, que não houve, no último minuto.

Os dois classificados saíram então do confronto entre Alemanha e Gana, nesta ordem. Cerca da metade dos apostadores cravaram esse desfecho para o grupo, o que aumenta o gosto de cabo de guarda-chuva na boca dos que, como eu, optaram pelos sérvios.

Quem segue a reinar é David Escudero. Renatão Seixas e Karen lhe fazem uma discreta sombra. Na ponta de baixo, Ianzinho assumiu a honrosa lanterna.

Os quatro jogos de hoje definiram dois confrontos absolutamente difíceis de se projetar nas oitavas. De um lado, Estados Unidos x Gana. De outro, Alemanha x Inglaterra. São os típicos jogos que vão provocar grandes alterações em nossa bolsa de apostas. Podem apostar.

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Grupo C: 1º Estados Unidos, 2º Inglaterra

Um espetáculo de emoção. Assim foi a definição do Grupo B da Copa. Desde o pontapé inicial, qualquer gol que saísse, fosse em Inglaterra x Eslovênia, fosse em Estados Unidos x Argélia, teria o condão de mudar toda a história. E foi o que aconteceu com os dois que pintaram. Um em cada jogo.

A Eslovênia entrou em campo precisando segurar o empate para se garantir nas oitavas. Ia conseguindo fazer isso bem até a metade do primeiro tempo, quando viu Defoe anotar para os ingleses. Depois disso, a Inglaterra, que jogava mal até então, pareceu ter tirado um hipopótamo das costas. Melhorou e, mais solta, poderia ter ampliado. Preferiu, no entanto, contentar-se com a classificação a expor-se ao risco de tomar o empate e ficar fora. Conseguiu.

No outro jogo, Estados Unidos e Argélia participavam de um festival de gols perdidos, no qual os protagonistas eram os estadunidenses. Precisavam de apenas um para ficarem com a primeira colocação do grupo, posição que faziam por merecer. Eram o melhor time do grupo considerando os três jogos e ainda haviam sido garfados contra a Eslovênia. O gol, porém, não saía. Nos acréscimos, o desespero era visível. A frustração, latente. Até que veio a salvação, pelos pés de Donovan. Confesso que, apesar de perder espaço no bolão por causa dele, vibrei com o gol.

Apenas três dos nossos apostadores previram a primeira posição norte-americana, seguida pela Inglaterra, e subiram bastante na classificação. A briga pelo primeiro lugar, por ora, está acirrada e fechada entre os três da frente. Mas as coisas têm mudado muito com a definição de cada grupo.

O que mais chama a atenção na nova tabela é o inigualável professor Ramón Fernandez. Os fieis que têm acompanhado o bolão desde o início lembram-se que Ramón foi o único a cravar os dois primeiros placares da Copa, fechando o primeiro dia em primeiro. Pois, ainda antes do fim da primeira fase, e contrariando até os prognósticos mais agourentos, o professor atinge a última posição, isso mesmo, a lanterninha do bolão.

Em tempo, já entrei em contato com o Guinness Book e, ao que tudo indica, professor Ramón terá o lugar que merece no livro dos recordes.

Pra completar, só falta o Rudinei vencer a disputa.