Grupo B: 1º Argentina, 2º Coreia do Sul

A confirmação de Argentina e Coreia do Sul como os dois classificados do Grupo B definiu os dois primeiros confrontos das oitavas-de-final da Copa. No primeiro, que abre a fase final do torneio, o Uruguai encara os sul-coreanos, no próximo sábado. No dia seguinte, é a vez de a Argentina encarar o México.

No papel, os sulamericanos surgem como favoritos. Pela tradição e pelo futebol apresentado até agora. Nunca é demais lembrar, contudo, que sempre alguns segundos colocados na fase de grupos acabam chegando longe na Copa. O confronto entre Argentina e México justamente na mesma fase, em 2006, vencido pelos hermanos, a duras penas, somente na prorrogação, serve para confirmar que um dia menos favorável e tudo pode ir por água abaixo para aqueles que foram os melhores até aqui.

Nos jogos de hoje, a Argentina cozinhou o galo durante os 90 minutos contra os gregos. Acabou fazendo dois gols já na fase final da partida, mas o que ficou mesmo do jogo, além da já sabida força dos reservas argentinos, foram duas coisas: graças a Deus a Grécia foi eliminada, seria uma pena um time desses ir adiante, e o desmesurado carinho de Maradona para com seus pupilos, algo tocante.

A outra peleja foi bem mais interessante. A Nigéria jogou melhor do que a Coreia durante praticamente todo o tempo e acabou eliminada pela incompetência de seus atacantes em concluírem ao gol. Fazendo um retrospecto de toda a primeira fase, os africanos têm sem dúvida um time superior a Coreia e Grécia. Tinham tudo para vencer a ambos, mas, se hoje o que pegou foi a falta de mira, contra os gregos o culpado tem nome, Kaita, que, ao ser expulso de forma ridícula, jogou 3 pontos ganhos no lixo.

Aos poucos vai ficando demonstrado que aqueles que palpitam no bolão utilizando somente a lógica e apostando sempre nos mais fortes terminam com percalços pelo caminho. Foi o caso do Grupo B, em que a maioria, digamos, apostou certo, em Argentina e Nigéria, mas quem se deu bem foram os poucos que, em teoria, apostaram errado, nos limitados sul-coreanos.

Um deles, como não poderia deixar de ser, tem andado de mãos dadas com a sorte nesta Copa. Dizem as boas línguas que até já deu um anel de compromisso para a eleita. Será que adivinham o nome dele?

Outros que também estão rindo à toa são Francis, Cicco e Roberta, que chegaram a 2º, 4º e 6º, respectivamente. Chama a atenção ainda a acirrada disputa pela lanterna, entre seis apostadores.

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Grupo A: 1º Uruguai, 2º México

Terminou o primeiro grupo da Copa. Justamente aquele em que as opiniões sobre os classificados eram mais divididas. Passaram Uruguai e México, o que ratifica o belíssimo desempenho que as seleções do continente americano vêm mantendo até aqui.

No jogo principal da rodada, Uruguai e México jogaram mais ou menos aquilo que deles se esperava. O México tomando a iniciativa do ataque, com toque de bola habilidoso, mas não muito eficaz, e o Uruguai se resguardando – vale lembrar que o empate garantia a sua primeira posição – para oferecer perigo em rápidos contra-ataques. Num deles, saiu o gol da vitória por 1 a 0, que mantém a defesa celeste invicta e indica a dor de cabeça que qualquer adversário futuro terá com os sulamericanos.

No outro confronto, a África do Sul venceu a França por 2 a 1, mas ambas encerraram suas participações no torneio com façanhas negativas. A África foi o primeiro país-sede de um Mundial a não se classificar para a segunda fase – mais um louro para a carreira de Parreira – e a França fechou com chave de ouro o seu desempenho patético e vergonhoso. Tanto dentro como fora de campo.

Tudo isso, porém, fica em segundo plano diante da reviravolta que o término do primeiro grupo trouxe ao nosso bolão. Como sabem, de agora em diante não apenas as partidas valem pontos, mas também os acertos de classificados para as fases subsequentes. E daí surgiu o furacão em nossa tábua de classificação.

O único a acertar os classificados e as suas respectivas posições no Grupo A foi Renato Seixas. Os 60 pontos sapecados com o chute no ângulo tiraram nosso distinto apostador da 23ª posição e, pasmem, colocaram-no na liderança, com 300 pontos.

Na direção oposta, o grande João Paulo errou tudo e, como prêmio, caiu da 6ª para a 24ª colocação, mergulho apenas uma posição mais profundo do que o experimentado pela Karen.

Espantem-se com a nova classificação

O sucesso do Bolão

Para nós, que estamos nos divertindo a valer com o Bolão da Copa, não é segredo nenhum que o negócio pegou. A novidade é que o sucesso é tamanho que ultrapassou as modestas fronteiras do Coisas Mais e foi se instalar em blogs mais sofisticados.

Em postagem do último domingo, dia 20, o Dr. Osmar de Oliveira, médico, jornalista e comentarista da Band, ao comentar a febre dos bolões e a tendência absolutamente verdadeira de quase sempre terem como vencedor alguém que mal sabe quem é a bola num campo de futebol, fez uma elogiosa referência ao nosso bolão, que muito me honrou:

Mas o melhor bolão que vi desta Copa é uma coisa bem feita, tipo ação entre amigos, que interagem conforme os jogos vão acabando. Muito legal. Thiago, meu conhecido, “bolou esse bolão”. Ele está em um blog . Acesse :

https://coisasmais.wordpress.com

Ao doutor, meu muito obrigado. A vocês, a deixa para acessarem o drosmar.com, com o texto completo sobre os bolões e outros tantos.

http://drosmar.com/furaram-o-bolao/

Balanço da segunda rodada

Conforme se esperava, o futebol da segunda rodada da Copa foi melhor que o da primeira. Nada demais, até porque o máximo que poderia conseguir seria igualar o nível de maus tratos à pobre Jabulani.

Os maus tratos diminuíram, mas nem tanto. O fato é que algumas, e apenas algumas, seleções desenvolveram um jogo um pouco mais vistoso, tanto tática quanto tecnicamente, e acabaram por elevar o nível geral da competição. Foram os casos de Uruguai, México, Argentina, Brasil, Portugal e Espanha.

Por outro lado, a Alemanha, tão glorificada no primeiro jogo, decepcionou no segundo. Derrotada pela Sérvia, viu-se numa situação em que apenas a vitória na última partida da primeira fase poderá salvá-la da precoce eliminação. Situação idêntica ou parecida à vivida por outros gigantes, como Inglaterra, Itália e Espanha, e que pode fazer da fase final do Mundial a mais surpreendente de todos os tempos.

O caso da França é ainda pior. Virtualmente eliminados, os (des)comandados de Raymond Domenech foram a vergonha da segunda rodada. Menos pelo jogo pífio diante do México e mais pelas atitudes fora das quatro linhas. Anelka, um dos maiores enganadores da história do futebol, não satisfeito em já estar na Copa – muito para alguém tão fraco como ele – saiu a xingar o técnico por ter seu desempenho em campo criticado. Foi mandado pra casa. Os jogadores saíram em defesa do “pobre e injustiçado” Anelka. Evra, o capitão, quase saiu no braço com o preparador físico. Uma grande tragicomédia que parece ter vindo para cobrar dos franceses a conta pela forma como se classificaram para a Copa. Os velhos deuses do futebol.

Destaque também para o desempenho sulamericano, com todas as seleções do subcontinente liderando os seus respectivos grupos. O Chile é a equipe que apresenta o melhor futebol dentre as menos cotadas. Curiosamente, é justamente o Chile que, entre os sulamericanos, tem as maiores chances de ser eliminado ainda na primeira fase. Uma derrota para a Espanha provavelmente terá esse resultado como desfecho.

No mais, a segunda rodada também ficou marcada pelos empates de Argélia e Nova Zelândia contra, respectivamente, Inglaterra e Itália, que, de tão inesperados, passaram de zebras a elefantes listrados, pelos sonoros sete “golos” de Portugal para cima dos pobres norte-coreanos e pelo segundo gol de Luís Fabiano contra Costa do Marfim, o mais bonito (dois lençois) e mais irregular (duas matadas com o braço) da Copa.

Seleção Coisas Mais: Antonio “Stojkovic” Banderas (SER); Maicon (BRA), Godin (URU), Kjaer (DIN), Salcido (MEX); Tiago (POR), Rommedahl (DIN), Ayew (GAN),  C. Ronaldo (POR); Forlan (URU), Luis Fabiano (BRA). Técnico: Marcelo Bielsa (CHI).

Jogador Coisas Mais: Tiago (POR)

Melhor seleção: Portugal

Seleção Coisas Menos: Kawashima (JAP); Demichelis (ARG), Vidic (SER), Mokoena (AFS), Ri Kwang-Chon (CNO); C. Poulsen (DIN), Kaita (NIG), Jorgensen (DIN), Behrami (SUI), Obasi (NIG); Gomez (ALE). Técnico: Raymond Domenech (FRA).

Jogador Coisas Menos: Kaita (NIG)

Pior seleção: Coreia do Norte