Censura social

Longe se vão os tempos de censura. Hoje, por mais que aqui, ali e acolá apareçam resquícios, perigosos, de medidas limitadoras, não há como negar que a liberdade de expressão, em linhas gerais, está estabelecida.

Será mesmo? Sim e não. Por um lado, de fato a censura oficial, conforme ficou conhecida sobretudo durante o regime militar, praticamente inexiste no Brasil. Nunca um governante foi tão chacoteado em rede nacional como Lula – estão aí Casseta & Planeta, Pânico e CQC para comprovar – e pensar num mundo ou num país sem qualquer tipo de censura, ou seja, em que um governo aceitasse sem reação toda e qualquer crítica a si seria tão sem sentido como imaginar exatamente a mesma atitude de qualquer indivíduo.

Porém, outro tipo de censura ganha força incrível nos últimos anos. Trata-se do que chamo de censura social, normalmente patrocinada por grupos de interesse e/ou pretensos intelectuais. Tais grupos criam verdades que passam a gravitar com ares de absolutismo científico, contras as quais qualquer palavra merece a execração pública.

Esse tipo de censura pode ser mais perigoso do que a oficial. Enquanto esta última se expõe, mostrando claramente o seu propósito e abrindo a porta para que um Julinho da Adelaide ou O Pasquim se preparem para a canetada e até consigam driblá-la, a segunda é velada, ganha espaço na surdina e cria fatos em que as reais pretensões dos formadores de opinião ficam escondidas por baixo de um aparente caráter científico. No fim, a censura oficial torna-se dispensável, pois a própria sociedade se encarrega de refutar e marginalizar qualquer caminho diferente àquele que foi apresentado a ela como o correto, o verdadeiro.

Nos próximos dois posts, vou falar um pouco sobre duas dessas verdades fabricadas em laboratório, o dito Aquecimento Global e a dicotomia Fascismo e Comunismo.

Pensemos, sempre. Dá um pouco de trabalho, é verdade, mas é melhor do que engolir tudo o que encontramos pré-fabricado por aí e viver num mundo paralelo que pouco mais tem do que pura alienação direcionada.

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Sobre Thiago B. Ribeiro
Thiago Barros Ribeiro tem 32 anos, é paulistano, sampaulino e, segundo as boas e más línguas, quase insuportavelmente chato. Mestre em Economia por formação, gestor público por profissão, metido a besta em esportes por paixão.

5 Responses to Censura social

  1. Marcelo Cerri says:

    Outro exemplo de censura social é a própria história. Mentiras que duram séculos continuam sendo ensinadas nas escolas e não se pode fazer nada contra isso. Historiadores sérios tentam mudar essa situação, mas parece que eles gritam aos ventos, poucas pessoas os ouvem e estas são consideradas estúpidas pela sociedade. Os medievalistas modernos são os que mais sofrem, pois uma onda historiadores marxistas que dominou o ensino da matéria nos dois últimos séculos inventou uma história medieval absurda e convenceu a todos de que era verdade absoluta. Hoje os pesquisadores sérios tentam mudar essa triste realidade, mas a mentira continua sendo propagada nas escolas, nos livros didáticos, revistas e na televisão como uma verdade que somente um imbecil pode negá-la.

    • Thiago says:

      Pois é, Marcelo. Quando me referi aos pretensos intelectuais, os historiadores estavam lá também incluídos…

      Obrigado pelo comentário e continue por aqui. Abraço

  2. Daniel Zaitz says:

    Estou curioso para descobrir como essas mentiras foram criadas em laboratório! rs.

    Manda ver!

    Abs
    (Daniel – Príncipe Adam – Pacato)
    aahhaahah

  3. Renato says:

    Aguardo ansiosamente os próximos pensamentos.

  4. Parem as máquinas!
    Parem as estrelas!
    Parem a revolução comunista!
    Parem tudo!

    Karina Bacchi disse que “falta amor” !

    sem mais
    daniel

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