Não repita a aplicação

Hoje vou falar de mais um dos mitos com os quais aprendemos a conviver sem questionar se sua origem é real ou inventada. Não, mas não precisam torcer o nariz pensando “pronto, lá vem esse mala de novo com mais um post chato que dá preguiça só de ver o tamanho”. Dessa vez o post é menor, menos chato e mais útil no dia-a-dia.

Todos nós já lemos nas embalagens de shampoo “Para melhorar os efeitos, repita a aplicação”. Alguns fabricantes, aliás, são mais enfáticos e escrevem apenas “Repita a aplicação”, passando a impressão de que algo de pior pode acontecer com nossas madeixas se não seguirmos a ordem.

Nós, homens, lemos, mas, obviamente, não seguimos as instruções. Primeiro, porque não precisamos de instruções pra nada e, segundo, porque é uma baita frescura. Já as mulheres que conheço todas vão lá e repetem a aplicação, certas de que isso tornará seus cabelos mais sedosos.

Evite excessos

Pois, mulheres, vocês fazem exatamente aquilo que os fabricantes querem e não ganham nada com isso. Internamente, não é segredo nenhum para a indústria de cosméticos que esse negócio de repetir a aplicação é uma grande mentira inventada com o simples propósito de vender mais shampoo. Basicamente, o shampoo é feito para limpar o cabelo e, a não ser que você tenha caído de cabeça num mangue, uma aplicação é mais do que suficiente para que ele esteja limpo, o que se percebe pelo fato de, na segunda aplicação, o produto fazer muito mais espuma do que na primeira. Lave uma frigideira engordurada uma vez e, depois de lavada, lave de novo e observará o mesmo efeito da segunda aplicação do shampoo em sua cabeça.

Portanto, mulheres do meu Brasil, unam-se! Não se deixem enganar, gastem menos em shampoo e mais naquilo que realmente possa aumentar sua (ou nossa) satisfação…

Cerveja! Esta sim, quanto mais é consumida mais aumenta seus efeitos…

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Duas faces da mesma moeda

Responda rápido: se tiver de escolher, você prefere ser tachado de comunista ou nazista? Não vou tentar advinhar as respostas, mas fato é que muitos de nós já contaram vantagem em rodas de amigos e até conquistaram algumas moças “revolucionárias” por se dizerem comunistas, defensores da sociedade livre de repressão, sem a exploração do homem pelo homem. Já nazista… bem, acho que ninguém tiraria bons frutos dessa alcunha.

A pergunta é: por que a diferença?

O regime nazista/fascista é das maiores crueldades que já existiu, em que se exterminavam pessoas apenas por não pertencerem à “superior” raça ariana. Entre poloneses, eslavos e judeus (sim, os judeus não têm o monopólio do sofrimento, ao contrário do que muitos pensam) calcula-se algo entre 12 e 16 milhões de mortos durante os 12 anos de Hitler no poder.

Já o comunismo era pacífico, não é verdade? Lênin, Stálin, Mao, Castro, Che apenas mataram ou ordenaram a morte de alguém quando isso era absolutamente indispensável para que a revolução se mantivesse viva e os menos favorecidos pudessem chegar ao topo, certo?

Nada mais errado. O comunismo é, de longe, o regime mais genocida que já houve no planeta. Calcula-se que apenas na União Soviética e na China tenham sido assassinados mais de 80 milhões de pessoas por discordarem do regime. Stálin protagonizou uma das maiores manchas vermelhas (de sangue humano) da História, quando, entre 1932-33, fez morrer de fome entre 5 e 10 milhões de ucranianos (a grande margem de erro coloquem na conta da KGB) no que ficou (pouco) conhecido como Holodomor e pode ser visto abaixo.

O quase sempre idolatrado Che Guevara – um sujeito barbado e com uma boina que muita gente mal-informada usa como estampa de camiseta, sem saber do assassino que levam no peito – disse ao longo de sua felizmente curta trajetória pérolas como “Eu não preciso de provas para executar um homem”, “Querido pai, hoje descobri que realmente gosto de matar”, “Minhas narinas se dilatam quando aprecio o odor acre da pólvora e do sangue”, “Não tenho casa, não tenho mulher, não tenho pai, não tenho mãe, não tenho irmãos. Meus amigos só são amigos quando eles pensam ideologicamente como eu”.

E as semelhanças não ficam no gosto pela morte. O interessantíssimo vídeo abaixo mostra que Marx e Engels, patronos do comunismo, falavam abertamente em seus escritos sobre o “lixo racial” que deveria fazer parte do “holocausto revolucionário”. Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, enfatizava a pequena diferença entre eles e o comunismo de Lênin, que serviu de base para toda a propaganda inicial do regime nazista. A diferença entre eles é que o comunismo era internacional-socialista e o nazismo, nacional-socialista. Apenas.

Por que não aprendemos nada disso então? Por que para nós o comunismo é explicado como uma alternativa positiva e igualitária de governo que infelizmente não prosperou e o nazismo como a maior praga da História, quando os dois deveriam ficar juntos neste último grupo?

O ponto fundamental para isso está na 2ª Guerra Mundial. Hitler e o nazismo saíram dela não apenas derrotados, mas dilacerados e condenados eternamente às merecidas trevas. Stálin e o comunismo, ao contrário, estavam do lado vencedor e, mais importante, a União Soviética foi peça fundamental para a virada no conflito e a vitória. O mundo foi dividido em dois e os vermellhos-sangue-humano tiveram então um gigantesco campo para difundir suas idéias como bem entendessem. Com sua bonita retórica, conquistaram muitos “intelectuais” que achavam cult ser anticapitalista e, travestidos de sábios, passaram a difundir o discurso e as benesses do comunismo na imprensa e em universidades. Pronto, estava fechado o quadro para que o comunismo chegasse aos céus e suas atrocidades ficassem muito bem escondidas nas trevas.

Aquecimento global?

Ele é a maior preocupação mundial nos últimos tempos. Sim, o aquecimento global provocado pelo homem em sua insana – e geradora de catastróficas emissões de gases poluentes (mais especificamente dióxido de carbono – CO2) – busca pela riqueza nos levará ao apocalipse.

O recente encontro para discussão do futuro climático do planeta, realizado em Copenhague, provou de uma vez por todas que, se todos os países não se apressarem a diminuir drasticamente suas emissões, a temperatura irá aumentar e aumentar até que todo o gelo das calotas polares se derreta e toda a raça humana suma do mapa em meio ao caos climático. O culpado? O homem. Não fosse ele com suas indústrias poluentes, tudo seria mais azul, o clima seria mais ameno e o ser humano poderia existir pra sempre.

Os parágrafos anteriores poderiam resumir o noticiário de grandes meios midiáticos nos últimos meses. Por ocasião do encontro de Copenhague, virou febre a apresentação do famigerado gráfico que mostra a evolução da temperatura nos últimos anos e a relaciona às emissões de CO2, ou seja, ao maligno espírito humano de devastação, naquelas modernas telas sensíveis ao toque – que, aliás, não existiriam não fosse essa malfadada vontade humana de avançar na industrialização.

Um belo festival, sem dúvida, mas uma notícia-saci, de uma perna só. Qualquer um que já teve contato com a boa forma de se fazer jornalismo sabe que uma das lições básicas é sempre ouvir os dois lados (ou as duas pernas) da notícia. Salvo raríssimas exceções, porém, parece que neste caso ou houve um inédito caso de “esquecimento global” ou a censura social citada no post anterior atuou em sua plenitude.

Duvido da primeira opção. Fico com a segunda. Não é segredo que defender a preservação do clima atualmente é o que de mais politicamente correto pode existir. É bonito e amável defender os ursos pandas e polares, os golfinhos e o verde, da mesma forma que é inadmissível não ser contra a poluição. O que poderia ser mais negativo para a imagem de um jornalista, de um formador de opinião, do que aparecer por aí falando que, no caso do aquecimento global, o buraco é mais embaixo, ou melhor, o buraco é outro? Que mais ou menos emissões provocadas pela ação humana em nada alterariam o rumo do clima mundial? De um lado, este sujeito seria visto como inimigo público da natureza (e, portanto, seria um mau sujeito); de outro, seria o mensageiro do juízo final, pois, colocando a culpa no homem, pelo menos basta reduzir as emissões que tudo estará a salvo. Já se o “culpado” for, por exemplo, o Sol…

Melhor e mais cômodo enfatizar a importância do verde, a maldade e a ganância do homem e… esquecer de verificar se isso aplica-se de fato ao caso. Fique claro desde já que não tenho nada contra o verde, detesto respirar o ar aroma fumaça da cidade de São Paulo e acho um absurdo completo a matança de determinadas espécies que às vezes recebemos em nossas caixas postais. Porém, acho que cada caso é um caso e tenho apreço pelos fatos. Vamos a alguns deles sobre o “aquecimento global”.

1. Hoje a Terra está de fato mais quente do que 100 ou 200 anos atrás. Uma diferença mínima, na casa de 1ºC, mas está. Porém, nossa temperatura atual é menor do que na Idade Média e praticamente a metade da observada na Era dos Dinossauros. Não sabia que os medievais e principalmente os dinos possuíam uma indústria emissora de gases poluentes tão desenvolvida!

2. De fato, pode haver uma relação entre CO2 na atmosfera e aquecimento. Mas nada autoriza a se fazer uma relação de causalidade do CO2 para o aquecimento. Muitos cientistas, aliás, defendem que o aumento de CO2 é uma resposta ao e não uma causa do aquecimento.

3. Vamos, porém, por amor ao debate, como gostam de dizer os advogados, assumir que o aumento de CO2 cause sim o aquecimento. Pois bem, ainda assim o homem pouco poderia fazer para evitar o pior, pois, segundo pesquisas, contribui com pouco menos de 4% das emissões, sendo o restante de responsabilidade da própria natureza. Ah, agora se explicam as temperaturas maiores do período Jurássico, quando a concentração de CO2 no ar era quase 10 vezes maior do que a atual…

4. É cada vez mais forte a corrente (mais forte não significa mais divulgada) que defende a hipótese de que o responsável pelas mudanças climáticas, sejam elas para mais ou para menos, é… advinhem? O Sol! Sim, o Astro-Rei tem, de tempos em tempos, picos e vales de atividade que acabam por se refletir na temperatura terráquea. E mais, de acordo com essa linha, provavelmente nos próximos tempos haverá um período de resfriamento, e não aquecimento global.

Agora me digam, o que é mais plausível e menos arrogante? Imaginar que o Sol é o principal responsável pelas mudanças climáticas e que não há muito o que se fazer a não ser tentar se preparar o máximo possível para elas ou que o homem, que apareceu outro dia por essas bandas, tem o poder de mudar todo o andamento de um planeta que está aí há bilhões de anos e, não bastasse isso, pode também utilizar seu magnânimo poder para evitar indefinidamente sua própria extinção?

Em tempo: ao contrário dos pesquisadores que defendem com ardor a responsabilidade do homem sobre o aquecimento global, não tenho o menor problema em divulgar minhas fontes para este post. É só pedir.

Com a colaboração de Daniel Marchi para os fatos.

Censura social

Longe se vão os tempos de censura. Hoje, por mais que aqui, ali e acolá apareçam resquícios, perigosos, de medidas limitadoras, não há como negar que a liberdade de expressão, em linhas gerais, está estabelecida.

Será mesmo? Sim e não. Por um lado, de fato a censura oficial, conforme ficou conhecida sobretudo durante o regime militar, praticamente inexiste no Brasil. Nunca um governante foi tão chacoteado em rede nacional como Lula – estão aí Casseta & Planeta, Pânico e CQC para comprovar – e pensar num mundo ou num país sem qualquer tipo de censura, ou seja, em que um governo aceitasse sem reação toda e qualquer crítica a si seria tão sem sentido como imaginar exatamente a mesma atitude de qualquer indivíduo.

Porém, outro tipo de censura ganha força incrível nos últimos anos. Trata-se do que chamo de censura social, normalmente patrocinada por grupos de interesse e/ou pretensos intelectuais. Tais grupos criam verdades que passam a gravitar com ares de absolutismo científico, contras as quais qualquer palavra merece a execração pública.

Esse tipo de censura pode ser mais perigoso do que a oficial. Enquanto esta última se expõe, mostrando claramente o seu propósito e abrindo a porta para que um Julinho da Adelaide ou O Pasquim se preparem para a canetada e até consigam driblá-la, a segunda é velada, ganha espaço na surdina e cria fatos em que as reais pretensões dos formadores de opinião ficam escondidas por baixo de um aparente caráter científico. No fim, a censura oficial torna-se dispensável, pois a própria sociedade se encarrega de refutar e marginalizar qualquer caminho diferente àquele que foi apresentado a ela como o correto, o verdadeiro.

Nos próximos dois posts, vou falar um pouco sobre duas dessas verdades fabricadas em laboratório, o dito Aquecimento Global e a dicotomia Fascismo e Comunismo.

Pensemos, sempre. Dá um pouco de trabalho, é verdade, mas é melhor do que engolir tudo o que encontramos pré-fabricado por aí e viver num mundo paralelo que pouco mais tem do que pura alienação direcionada.

Nelson Rodrigues, Hamlet e coisas mais…

O “Coisas mais…” foi criado para falar sobre tudo o que se possa imaginar. Sobre as coisas mais vis e as mais sofisticadas. Sobre o rotineiro e o inesperado. Sobre o acaso e o destino. Às vezes tudo ao mesmo tempo. A única regra neste espaço será buscar sempre aquilo que normalmente não é falado sobre as coisas. Buscar as coisas mais…

Porque em tudo o que lemos, em tudo o que fazemos, em tudo o que vivemos, sempre há um lado que fica oculto, com ou sem intenção. Sempre há algo mais no “etc.”

A palavra engasgada que impediu a conquista, o lado não investigado que distorceu a notícia, os interesses ocultos que direcionam as palavras e as atitudes na política, na mídia, em cada um de nós. É mais ou menos isso que será encontrado no Coisas Mais.

Polêmicas são bem-vindas! Afinal, o mundo “real” é feito de menos verdades e de mais preconceitos do que se imagina e o consenso, na maioria das vezes, é sinônimo de falta de informação de pelo menos uma das partes.

Nelson Rodrigues num momento inspirado declarou que “toda unanimidade é burra”. Shakespeare, pela boca de Hamlet, o louco herdeiro do reino da Dinamarca, proferiu que “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”. Bela dupla de autores para serem os patronos deste espaço e conjunção perfeita de frases para guiar o caminho que será percorrido daqui em frente.

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